Visibilidade da luta de mulheres negras não diminui violência que as atinge, diz historiadora

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“Existem avanços significativos na questão da visibilidade das particularidades que constituem a vida da mulher negra, mas isso não diminui a violência que atinge essas mulheres”, afirma Ynaê Lopes dos Santos, autora do livro “Racismo Brasileiro: Uma História da Formação do País”, recém-lançado pela editora Todavia.

Em referência a 25 de julho, quando se celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, a Folha conversou com a historiadora sobre racismo e as situações que atravessam a existência das negras.

Para Santos, houve um avanço na luta dessas mulheres, sobretudo em relação ao reconhecimento de que as demandas do feminismo branco não abarcam as questões das negras ?que são múltiplas. No entanto, é uma situação paradoxal, pois as negras continuam no pior lugar da estrutura social, em uma confluência de violências da sociedade patriarcal, racista e misógina.
Leia mais (07/24/2022 – 22h44)

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