Os anjos despencam do céu entre nuvens espiraladas, o turbilhão do tempo. Eles nos olham do alto da galeria, arautos de tormentas que crescem no horizonte e testemunhas do caos, a ideia própria de suspensão da passagem das épocas como a tradução das mazelas brasileiras. É o eterno país do futuro, condenado ao moderno, mergulhado no barroco, onde massacres e chacinas não se enterram, não passam, sempre voltam à superfície dos dias. É de nossa beleza envenenada que falam todas essas obras, afinal.
Leia mais (05/14/2026 – 23h00)
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